Segunda-feira, Março 07, 2005

Regresso

Regressei

Sexta-feira, Junho 11, 2004

Dia de Portugal

Comemora-se todos os dias no Martim Moniz, é lá que se vê o Portugal mais cosmopolita e interessante, o único viável, tolerante e colorido, comerciante e virado para fora, multilingue e desejoso de falar todo o português.

O lado populista, caceteiro, desleal e rasca da luta política, merece os pequenos actores que por aí vão aparecendo;

Marco de Canavezes e Matosinhos são apenas espelhos, reflectem a realidade da falta de convicções, do desinteresse pelas doutrinas, da falta de respeito pelos deveres da causa pública;

são o país que vamos tendo, capturado e fatiado pelos chicos espertos e pelos seus mandantes.


A morte do Professor Sousa Franco confronta-nos com a primeira das dúvidas, moderada mas mesmo assim céptica: até que ponto valerá a pena a acção política e social se uma paragem cardíaca nos impede, em segundos, de imaginar sequer qualquer resultado?
O professor católico tinha no entanto a graça da fé, desejo que com o seu Deus e dadas as circunstâncias e a dramaticidade da sua morte, algum bem lhe seja dado ver como resultado.

Quinta-feira, Junho 03, 2004

Europa

A civilização, a modernidade estão também nas palavras. Tem razão Sousa Franco na crítica política aos mercadores de sonoridades racistas.

Tem razão o Bloco em trazer para a discussão o combate contra o medievalismo cultural, em lembrar que ainda aí está por resolver a despenalização do aborto.

A Europa ou é diferente ou não é.

Domingo, Maio 23, 2004

Da simplicidade

Voltar ao bom espírito Republicano e Laico; à preocupação com a cidadania, com a Liberdade e com a Igualdade. Descomprimir e ver no que se transformaram as realezas modernas, mesmo as mais simpáticas.

Sexta-feira, Maio 21, 2004

Portugal Positivo

Com os Braganças que tivemos; com os séculos XIX e XX como foram, estão à espera de quê?!

O País, o Estado, está capturado há vários séculos pelo oportunismo dum certo arrivismo chico esperto, sem estratégia que não a do benefício imediato, sem possibilidade de fuga ao aprisionamento a que o aparelho fica chantageado por quem golpeou no momento oportuno e em proveito pessoal,o que era de todos. Portugal nos últimos 200 anos, resolvidas no momento algumas raivas e alguns pequenos contra-ciclos culturais - Revoluções Liberal Republicana e 25 de Abril - tem-se acomodado na forma de decidir as prebendas do estado a favor dos mesmos: neo-baronatos agrícolas e comerciais no século XIX com a fileira desgraçada de servos e empregados baratos, pouco esforçados e corruptos do aparelho de estado que tinham que suportar; patrões industriais e de serviços no século XX, escorados em regras de jogo não liberais e protectoras dos seus interesses,leis corporativas e condicionamento das actividades e da liberdade de acesso ao seu exercício, a captação da ditadura para os seus interesses.
Aí está o Portugal Positivo, suspeito que pensado por quem pensa captar o Estado para...

Terça-feira, Maio 18, 2004

Eleições

Quando?! Percebemos porque é que o 25 de Abril - 74 e 75 - foi o que foi. Apaixonante, imprevisivel, tempo de disputas à esquerda e à direita, tempo da política e das convicções. Lembram-se das eleições de 75, das salas cheias, das sessões de esclarecimento em que havia contraditório em que era preciso esclarecer mesmo. E dos boicotes e das ingenuidades malandras, o desligar do microfone, a tosse súbita, uma espécie de vale tudo português, onde, os mais atentos, se decidiam pela impossibilidade da guerra civil. E as explicações de convencimento doutrinário, os social democratas e os socialistas, os comunistas, inimigos ferozes dos anteriores e os maoístas, espécie de tribo eleita na terra (ai os meus 18 anos)moralizadora e justiceira; e o calor das casas e dos tascos e das pequenas praças nesses dois verões fabulosos. Lembram-se da política? Das convicções?
Pois é, vai haver eleições daqui a 3 semanas. E depois!?

Sábado, Maio 15, 2004

Regresso

Muita espuma desde os idos de Março. E eu calado, sem vontade, naquela preguiça de quem se julga cansado ao fim de 118 posts. Decidi continuar, procurando a simplicidade no bom senso do que ainda nos resta de "natureza humana" e a complexidade, as possíveis relações de causalidade para esta loucura em que se vai transformando a mesma "natureza humana" e que nos induz cada vez mais cepticismo. E releio Hume, o mesmo que o Barnabé invoca quanto aos milagres.E mesmo assim resta-nos o Iraque, essa configuração de desastre que vai para além de qualquer racionalidade por mais defensiva que seja a nossa moderação céptica.E para que conste, acho mesmo que há uma América, a que está e se revê no actual poder que nos encaminha desgraçadamente para o terror!